segunda-feira, 14 de novembro de 2011

palidez

Dia pálido. Apesar do sol a pino. Dia pálido. 
Noite pálida. Entre um sentir e outro. Noite pálida.
Entre o outro e um sentir, me sinto inválido. A vaguear pela pista de corrida. 
A flutuar sobre a auto-estrada. Alçar voo sem asas. Estou cá.
Até quando coxearei? 
Noite, que se adentra em meu imo sem eu querer.
Que gotas me faz verter. Não quero te sentir por tanto tempo assim, noite.
Preciso desabotoar-me ao sol nascer.
Preciso enxergar a vida. Preciso viver, noite.
Preciso te pedir noite: Vá embora só por um noite, e deixe o dia nascer por aqui.
Não suporto mais ser triste. E ter o semblante assim tão aparente. Ouviste?


Nenhum comentário:

Postar um comentário