segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

'x'


Ilustração: Jamie Mills

No caminho de volta pra casa, já redigia o post em mente mesmo, cheia de dúvidas e medos. Medo de não encontrar o valor do 'x', medo de encontrar o valor do 'x'. E aqui estou. Tentando encontrar palavras, tentando me encontrar nesse emaranhado de sensações. Dou pausa, ouço uma música, torno a escrever. E esse ritual se repetirá no decorrer... eu sei! e Quanto mais tento, menos percebo. O frio chega manso e toca a epiderme, aos poucos congela a tez. Desvio a atenção repetidas vezes, creio que seja meu inconsciente agindo, num mecanismo de defesa, de proteção, para me poupar da realidade que viria/irei descobrir ao final destes escritos. (Ah, como o inconsciente é implume!) Me sinto como um daqueles bonecos de dar corda, quando você gira aquela 'alavanquinha' o máximo que pode, até o talo, e solta o bichinho sabe?! Ele gira, gira, gira, gira, gira e cai. Besta da vida, sem fôlego, quase que desmaiado ali. Assim estou, me recompondo de um giro que me foi dado até o talo. E rodei, rodei, rodei,rodei,rodei,rodei. Cá estou, cambaleando, agora feito um joão bobo. Toda molenga, com pálpebras moles como quem está pingando de sono. Com o corpo exausto como quem teve um dia cheio de trabalho, trabalho braçal mesmo, que esgota teu físico sem dó, sem medo. E olha que meu dia foi um chá de alecrim adoçado com aquele suco doce das abelha, o mel. Fisicamente foi assim até. Mentalmente, emocionalmente é que foi exaustivo, im-por-tu-nan-te. Tou só o pó!


Em tempo: Me recompuseram! Mas o ocorrido continua a ser uma incógnita.

Por: Karen Vallerie

Cena 1


Ilustração: Jamie Mills

O cenário foi deturpado pelo acto abstrato. O cenário foi deturpado pelo acto abstrato?

Por: Karen Vallerie

duos.



Ilustrações: Jack Hudson.


Vira e mexe me encontro imigrante num fictício mundo. Sem mais!

Por: Karen Vallerie

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobrado

Ilustração: Jamie Mills

Você se acomoda no chão do sobrado
pede ajuda, pede paz
Você chega cansado no quarto
se acha tão incapaz

Você foge de quem te procura
de quem te ajuda, te ama,
de quem te cura.

Você reconhece a fraqueza
e se acomoda no chão do sobrado
e quando o silêncio é quebrado
você desmorona
formam poças em torno dos teus pequenos pedaços

Você re-clama
diz que não ama o quanto queria
e que a chama ainda não brilha o quanto deveria
Fecha os olhos (para então) abrir o coração
Sente teus pés saindo da lama
E seu melhor amigo entrelaçando seus dedos nos teus
sente a vi-bra-ção

Você se acomoda no chão do sobrado
e sente a água salgada que derrama pela face
sente o bloco de gelo preso à garganta
Sente saudade
Sente saudade do que ainda não aconteceu
(É que)Sinto vontade de não ser mais eu

Você se acomoda no chão do sobrado
descontente, ferido
Pede cura, alegria, paz
Pede vida de verdade
mas...
pede luz, pede amor

Você se acomoda no chão do sobrado
pede cura pro seu eu maltratado
Pede zelo, pede afago
Você se acomoda no chão do sobrado
a-ca-ba-do

Você se acomoda no chão do sobrado
com seu eu mal acostumado
prestes a um naufrágio
pede fôlego, pede forças
pede cu-i-da-do

Você se acomoda no chão do sobrado
pensa que não tem jeito
Reconhece seus defeitos
se der-ra-ma
Recebe conselhos

Você se acomoda no chão do sobrado
se encontra na trama, se aconchega
sente a chama acesa
sente aquecida a cama

Você se acomoda no chão do sobrado
Prestes à uma ilha
se emociona, se anima
Encontra harmonia, sente o afago
ad-mi-ra-do

Quando você se acomoda no chão do sobrado
se sente amado.


Por: Karen Vallerie

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ad infinitum

Ilustração: Jamie Mills


Penso em buscar inspiração em textos alheios. Mas não! Desisto. O vazio corre pelas veias usurpando o lugar do líquido escarlate. Vácuo, vão, ausência de tudo. Meio. A vida parece deixar de existir instantâneamente. Não estou nem a vaguear. Sinestesia, idiossincrasia. Vazio existencial, o que será? Sorteio 'haikais' divinos em uma 'promisses box'. Meu alimento! Não fossem os momentos de...eu desnutrido estaria. Não fossem os belos instantes noutro orbe, eu jazeria. Meus erros foram mergulhados em um tanque há anos. Pax octaviana a seguir.


Por: Karen Vallerie