Ilustração: Jamie Mills
Você se acomoda no chão do sobrado
pede ajuda, pede paz
Você chega cansado no quarto
se acha tão incapaz
Você foge de quem te procura
de quem te ajuda, te ama,
de quem te cura.
Você reconhece a fraqueza
e se acomoda no chão do sobrado
e quando o silêncio é quebrado
você desmorona
formam poças em torno dos teus pequenos pedaços
Você re-clama
diz que não ama o quanto queria
e que a chama ainda não brilha o quanto deveria
Fecha os olhos (para então) abrir o coração
Sente teus pés saindo da lama
E seu melhor amigo entrelaçando seus dedos nos teus
sente a vi-bra-ção
Você se acomoda no chão do sobrado
e sente a água salgada que derrama pela face
sente o bloco de gelo preso à garganta
Sente saudade
Sente saudade do que ainda não aconteceu
(É que)Sinto vontade de não ser mais eu
Você se acomoda no chão do sobrado
descontente, ferido
Pede cura, alegria, paz
Pede vida de verdade
mas...
pede luz, pede amor
Você se acomoda no chão do sobrado
pede cura pro seu eu maltratado
Pede zelo, pede afago
Você se acomoda no chão do sobrado
a-ca-ba-do
Você se acomoda no chão do sobrado
com seu eu mal acostumado
prestes a um naufrágio
pede fôlego, pede forças
pede cu-i-da-do
Você se acomoda no chão do sobrado
pensa que não tem jeito
Reconhece seus defeitos
se der-ra-ma
Recebe conselhos
Você se acomoda no chão do sobrado
se encontra na trama, se aconchega
sente a chama acesa
sente aquecida a cama
Você se acomoda no chão do sobrado
Prestes à uma ilha
se emociona, se anima
Encontra harmonia, sente o afago
ad-mi-ra-do
Quando você se acomoda no chão do sobrado
se sente amado.
Por: Karen Vallerie
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário