sábado, 8 de outubro de 2011
'x'
Ilustração: Jamie Mills
No caminho de volta pra casa, já redigia o post em mente mesmo, cheia de dúvidas e medos. Medo de não encontrar o valor do 'x', medo de encontrar o valor do 'x'. E aqui estou. Tentando encontrar palavras, tentando me encontrar nesse emaranhado de sensações. Dou pausa, ouço uma música, torno a escrever. E esse ritual se repetirá no decorrer... eu sei! e Quanto mais tento, menos percebo. O frio chega manso e toca a epiderme, aos poucos congela a tez. Desvio a atenção repetidas vezes, creio que seja meu inconsciente agindo, num mecanismo de defesa, de proteção, para me poupar da realidade que viria/irei descobrir ao final destes escritos. (Ah, como o inconsciente é implume!) Me sinto como um daqueles bonecos de dar corda, quando você gira aquela 'alavanquinha' o máximo que pode, até o talo, e solta o bichinho sabe?! Ele gira, gira, gira, gira, gira e cai. Besta da vida, sem fôlego, quase que desmaiado ali. Assim estou, me recompondo de um giro que me foi dado até o talo. E rodei, rodei, rodei,rodei,rodei,rodei. Cá estou, cambaleando, agora feito um joão bobo. Toda molenga, com pálpebras moles como quem está pingando de sono. Com o corpo exausto como quem teve um dia cheio de trabalho, trabalho braçal mesmo, que esgota teu físico sem dó, sem medo. E olha que meu dia foi um chá de alecrim adoçado com aquele suco doce das abelha, o mel. Fisicamente foi assim até. Mentalmente, emocionalmente é que foi exaustivo, im-por-tu-nan-te. Tou só o pó!
Em tempo: Me recompuseram! Mas o ocorrido continua a ser uma incógnita.
Por: Karen Vallerie
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